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Hoje a Cartilha do Rock vai ser um pouco diferente. Até agora nós trouxemos bandas e ídolos do rock com o nome iniciado pela letra da semana.

A sexta letrinha do alfabeto vai trazer um ídolo que ficou famoso pelo seu sobrenome, Peter Frampton!
Sei que deve ter gente pensando : Frampton ? Mas e o Foo Fighters ? E o Frank Zappa ? Sim, esses são 2 F’s geniais entre os pouquíssimos F’s de talento no mundo do rock. Ah, como eu queria que Frank Sinatra fosse roqueiro…se fosse, essa semana era dele!

Resolvemos escolher Peter Frampton por uma razão elementar para um bom roqueiro. Como diria um F bem famoso aqui no Brasil, “quem sabe faz ao vivo meu !”. Isso aí. Roqueiro tem que ser bom no palco e não só no estúdio ! E Peter Frampton é escolinha pra nossa criançada. O álbum duplo lançado em 1976, Frampton Comes Alive é até hoje, o disco ao vivo mais vendido do planeta !

Auto-didata, aos 8 anos de idade Frampton já compunha músicas. Na escola poucos anos mais tarde cruzou o caminho de um certo David Jones, conhecido de todos nós como David Bowie. Juntos e ainda garotos, desenvolveram rapidamente seus talentos musicais. Apesar disso, sua primeira grande banda só veio em 1969, a Humble Pie, onde dividia as guitarras com o genial Steve Marriott. Desse época, o disco ‘As Safe as Yesterday is” é uma joia rara do classic rock, com clássicos como Natural Born Boogie que vemos no videozinho acima.

Em 1972 Frampton virou artista solo, impulsionado pelo relativo sucesso com o Humble Pie. Seu primeiro disco “Wind of Change” já demonstrava algumas de suas marcas registradas como as baladas violão+voz e rocks básicos com uma levada bem pra cima como “It’s a Plain Shame” e “All I want to be (is by your side). Nesse mesmo ano, Peter Frampton se divorciou e num momento “fossa pura” compôs dois de seus maiores hinos : Show me the Way, que fez com que o mundo perguntasse “que diabo é esse barulho que ele faz com a guitarra” e Baby I Love your way, balada extrema que criou “o climão” pra casais mundo afora e consequentemente mexeu com a taxa de natalidade no planeta! É amigos…vocês podem ter sido concebidos ao som de Frampton! :^)

Mas o ano do “anjo loiro”, apelido dado pelas fãs que perseguiam Frampton incansavelmente pelos EUA, foi 1976. O ano de “Frampton Comes Alive “.

Gravado ao vivo em San Francisco e em New York, o álbum trazia, além das músicas consagradas, clássicos como “Lines on my Face”, “Shine On”, e uma versão imortal de “Do you feel like we do?” com quase 15 minutos, onde Frampton esbanjava do talk-box (sim, aquele barulho estranho que ele faz com a guitarra…e a boca).

O álbum vendeu 1 milhão de cópias no dia do lançamento, em um época sem um torrentzinho sequer pra baixar de graça e ficou no topo da Billboard por 10 semanas. Foi eleito o álbum do ano pela Rolling Stone e colocou Peter Frampton no centro do universo.

Depois do sucesso estrondoso, Frampton teve altos e baixos na vida e na carreira, ficou “sumido” por mais de 5 anos e voltou aos rádios em 1982 com o clássico “Breaking all the rules”. O stress foi cruel com o moço, custando cada cacho loiro de sua caixola. Em 2007, com muita justiça e merecimento, ganhou um Grammy de melhor álbum pop instrumental como o espetacular “Fingerprints”. Vale conferir o cover instrumental que ele fez para ‘Black Hole Sun”, música consagrada com o Soundgarden no meio da terrível era grunge.

O que a criançada aprende : pra criar um “climão” nada como uma baladinha. Que aquele barulho estranho é “talk box”. Que cacho loiro faz sucesso. E o principal: que a vida traz dificuldades, mas sempre dá pra passar por cima delas.
Outros F’s imperdíveis : Fleetwood Mac, Faith no More, The Fabulous Thunderbirds, The Faces.

Até a próxima amigos e amigas. Rock on. \m/

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A Fabi faz parte da equipe da Rede Mulher e Mãe e escreve para o blog Natura Mamãe e Bebê.